Petroleiros da Petrobras iniciam greve de 24 horas

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Petroleiros da Petrobras fazem greve por 24 horas, nesta quarta-feira (26/3), contra a gestão da presidente da estatal, Magda Chambriard. Segundo a Federação única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a gestão da Petrobras age de maneira “autoritária” e “ignora as principais reivindicações da categoria”.

Entre as bandeiras das categorias de petroleiros está a defesa do teletrabalho. Essa pauta vai contra decisão da Petrobras, que anunciou, em janeiro deste ano, a diminuição de três para dois dias de teletrabalho a partir de abril. 

Além da defesa do home office, a paralisação de 24 horas dos petroleiros tem como ainda como pauta a reestruturação da carreira e da previdência, a manutenção das negociações coletivas e melhores condições de trabalho — como a criação de um plano para  evitar acidentes, mortes e adoecimento.

A defesa da remuneração variável — que é a Participação de Lucros e Resultados (PLR) — para petroleiros da Petrobras também é enfatizada por comunicados de federações sindicais.

Essa remuneração funciona como um pagamento adicional ao salário de cada servidor. O valor da remuneração depende dos desempenhos da companhia no ano. Em 2024, houve redução no valor da PLR uma vez que a estatal registrou lucro líquido de R$ 36,6 bilhões ante R$ 124,6 bilhões em 2023. 

Em nota enviada ao Correio, a Petrobras comunicou estar em diálogo aberto com entidades sindicais e justificou que a mudança de dois para três dias na semana o período de trabalho presencial faz parte do “Plano Estratégico” da empresa.

Além disso, a empresa afirmou cumprir “os acordos coletivos dos quais é parte e a legislação trabalhista brasileira”. Já sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a empresa garantiu cumprir “integralmente” o acordo de remuneração variável para o período 2024/2025.  

Confira a nota na íntegra:

A Petrobras registrou paralisações de empregados nesta quarta-feira (26/03) em unidades da companhia em decorrência de movimento grevista. Não há impacto na produção de petróleo e derivados da companhia.

A empresa respeita o direito de manifestação dos empregados. A Petrobras tem mantido diálogo aberto com as entidades sindicais sobre os ajustes ao modelo híbrido de trabalho, que aumentará de dois para três dias na semana o período de trabalho presencial. A partir de 7 de abril de 2025, todos os empregados devem cumprir três dias de trabalho presencial na semana. Além disso, a companhia apresentou proposta às entidades sindicais de acordo específico de trabalho para pactuar esse ajuste pelo período de dois anos.

Os ajustes mencionados visam atender os grandes desafios que a companhia tem pela frente, alinhados ao seu Plano Estratégico.É importante ressaltar que a Petrobras cumpre os acordos coletivos dos quais é parte e a legislação trabalhista brasileira.

A Petrobras esclarece, ainda, que já vem repondo seu efetivo de trabalhadores, tendo convocado mais de 1.900 novos empregados em 2024. A companhia também já anunciou publicamente que irá contratar 1.780 novos empregados ao longo de 2025, oriundos de concurso público de nível técnico.

Por fim, convém destacar que a Petrobras possui um programa de remuneração variável que contempla, entre outros itens, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A Petrobras negociou com as entidades sindicais um acordo de PLR para o período 2024/2025, que será cumprido integralmente pela companhia.